.Autores

André Antunes, Cristina Pimentel, Dânia Miranda, Filipa Lopes, Luís Soares, Maria João Fernandes, Marisa Araújo, Marta cunha, Sara Santos.

.Pesquisa em Pediatria

 

.Julho 2006

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

.Blogadelas Recentes

. Obesidade Infantil

. Crianças Hiperactivas

. Novo Plano Nacional de Va...

. Quem somos, e qual o obje...

.Blogadelas Arquivadas

. Julho 2006

. Junho 2006

.links

.Favoritos

. São pessoas afáveis como ...

Domingo, 2 de Julho de 2006

Obesidade Infantil

É nos meios urbanos que a obesidade infantil deixa a sua marca mais pesada. No entanto, a ruralidade também não mostra um cenário diferente. As estatísticas dizem que, a nível nacio­nal, 31,5% das crianças entre os 9 e os 16 anos são obesas ou sofrem de excesso de peso. E daqui sobressai uma conclusão: é preciso agir. Caso contrário, a já ameaçada esperança média de vida destes miúdos vai ser ainda mais curta do que aquela que a geração dos pais tem neste momento.


Perante a informação que é disponibilizada constantemente, ainda é pouca a sensibilização a sério para este problema, que a Organização Mundial de Saúde entende como epidemia. Parecem passar despercebidas a pais e Estado as consequências reais a longo prazo. Sobretudo quando se tem em conta que a alimentação incorrecta e a escassa prática de actividade física são a base desta situação, não só nos adultos, mas particularmente na população infantil.

Certo é que, neste momento, calcula-se que no futuro haja mais adultos que, para além de obesos, vão sofrer de patologias cardiovasculares, cada vez mais cedo. Vão ser mais atingidos pelos efeitos da diabetes tipo 2, que também sobe a olhos vistos nos jovens de hoje. Já para não falar de distúrbios da personalidade, decorrentes do estigma de ser gordo, como assinala uma campanha desenvolvida por estes dias nos diversos media. Há um miúdo à porta de um prédio, toca à campainha, diz o seu nome, mas lá em cima no apartamento o amigo só o conhece quando ouve: «Sou eu, o gordo.»


Em casa... as crianças
também podem fazer exercício


Alguns conselhos para pôr os miúdos
«a mexer» em casa:


• Brincadeiras com bolas saltitonas de borracha, balões, raquetas de pingue-pongue, que não causam estragos;
• Kits de «bowling», à escala caseira;
• Enquanto são pequenos, entre os 2 e os 4 anos, deixe-os saltar em cima do colchão da cama (caso não tenham problemas respiratórios);
• «Luta de almofadas» (caso não tenham problemas respiratórios);
• Jogo do «elástico» ou jogo portátil da «macaca»;
• Muita criatividade!!!
Estes são exemplos de como as crianças podem gastar energia mesmo em casa. Mas não substitui a actividade física na rua, ao ar livre, ou a prática desportiva.


Fonte: Medicina & Saúde


publicado por Cristina_Pimentel às 12:20

link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
Sexta-feira, 30 de Junho de 2006

Crianças Hiperactivas

Crianças com características evidentes de hiperactividade podem sofrer do que hoje se chama Distúrbio do Déficit da Atenção/ Distúrbio Hiperativo do Déficit da Atenção. Há alguns anos atrás, estas crianças eram consideradas como rebeldes e mal-educadas e eram alvo de punições nas escolas e no convívio com a sociedade.



Estas crianças passam por inúmeras dificuldades de adaptação em casa, na escola, e na vida social, devido à sua necessidade de estar constantemente em actividade. O sossego de uma tarde de Domingo pode ser muito bom para toda a família. No entanto, será certamente muito frustrante e desmotivante para estas crianças.

Na maioria das vezes, os seus problemas são agravados pelas outras pessoas, por não saberem relacionar-se adequadamente com a criança.



Características das Crianças Hiperactivas:

• Falam alto, muito e rapidamente e, na maioria das vezes, em horas consideradas impróprias e incómodas pelos adultos;

• Precisam de estar em constante movimento, estando sempre envolvidos em alguma actividade. No entanto, não demora muito a saltarem de actividade em actividade;

• São incapazes de ficar sentadas imóveis por longo período;

• Agem IMPULSIVAMENTE: não conseguem esperar pela sua vez de falar e, frequentemente, interrompem quem está a falar;

• Respondem antes de ouvir a pergunta toda;

• Explodem com facilidade;

• Nunca deixam de ouvir e observar o que os rodeia, mesmo que pareçam estar distraídos;

• Devido à sua infindável curiosidade, reserva de energia, e necessidade de explorar e descobrir coisas novas, tornam-se muito susceptíveis de se magoarem (terem ou provocarem acidentes) ou partir coisas;

• Estas crianças, têm uma péssima e baixíssima tolerância e aceitação de fracassos e/ou frustrações;

• Discutem, enfrentam e argumentam com pais, professores, adultos parentes e amigos. Este procedimento não é um desafio ou uma afronta. É uma reacção natural do seu organismo;

• Têm tendência a agarrarem-se com toda a convicção e muito emocionalmente um ponto de vista, ideia, opção ou conceito, em que realmente acreditem.


O seu relacionamento com quem os rodeia

É de fundamental importância que pais, parentes e amigos entendam que o comportamento inadequado de crianças hiperactivas não é um comportamento intencional, mas sim uma característica do distúrbio neurológico de que estes meninos e meninas sofrem.

É suficiente uma questão mal entendida por estas crianças para que se desencadeie uma confusão infindável.

Para algumas crianças com PHDA e sua família, uma actividade comum de lazer como a ida a um parque de diversões pode transformar-se num verdadeiro inferno. Isto porque num ambiente como este existem muitos "estímulos" visuais e auditivos simultâneos.

Devido à sua incapacidade de concentração e o desejo insaciável de explorar novas situações, as múltiplas opções do parque podem "sobrecarregar" a criança, resultando em desvios de comportamento e excessos de energia.

Estas crianças entendem que certos comportamentos não são aceitáveis mas apesar de tentarem e de se esforçarem para se comportarem de uma forma adequada, não conseguem manter o controle durante muito tempo. Isto muitas vezes acarreta uma dose violentíssima de frustrações para elas e, consequentemente, para os seus familiares.


Os Pais

Os Pais de crianças hiperactivas merecem toda a compreensão, carinho e atenção de seus amigos e parentes. Estes pais precisam de muita paciência, compreensão, força de vontade, perseverança e amor para enfrentar e vencer os percalços e frustrações decorrentes das condições da criança.

Estes pais são constantemente postos à prova, nas situações mais bizarras e/ou constrangedoras, levando-os ao esgotamento físico e mental.

Os pais destas crianças são frequentemente confrontados com conflitos existentes entre a criança e seu meio ambiente (irmãos, amigos, professores, etc.), não sendo capazes de, sozinhos, resolverem e enfrentarem estas mesmas situações sozinhos, sem o devido acompanhamento. Esta situação provoca cansaço, depressão, frustrações desentendimentos e desânimo. Na maioria dos casos, o desespero é tal que desistem de investir na criança. ISTO NÃO IMPLICA QUE NÃO GOSTEM!

Os pais devem tentar, sempre que o consigam fazer, lembrar-se que a criança está travando uma batalha maior que a deles para superar as limitações que a natureza impôs ao seu organismo. Assim, é fundamental que os pais tentem também vencer a difícil batalha de se sentirem culpados ou envergonhados pelo comportamento inadequado dos filhos.


Como obter um bom relacionamento com crianças hiperactivas

A criança não deve ser submetida a " estímulos " múltiplos e simultâneos ( caso da visita ao parque de diversões). Não podemos encher a vida e os horários de uma criança hiperactiva pois, em vez de gastar energia, vai acumular mais e mais energia ao longo dessas várias actividades.

Quando for atribuída uma tarefa ou quando se exigir algo da criança, devemos ter a certeza de que o que estamos a exigir dela está dentro das suas capacidades (Ex: exigir que a criança fique quieta por várias horas é para ela uma meta quase impossível de ser atingida).

Ao estabelecer metas ou tarefas para a criança, não se poupe a elogios sempre que a tarefa for completada dentro das condições esperadas. Assim, a criança vai sentir-se estimulada a tentar atingir resultados positivos sempre que for posta à prova.

Estas crianças são muito inteligente e não aceitam frustrações. Logo, devemos evitar colocá-las em situações que tornem "falso" aquilo que elas acreditavam ser "verdadeiro".

Potenciar o erro numa criança hiperactiva normalmente tem um resultado desastroso.

Assim, devemos ser concisos e objectivos nas informações que lhes fornecemos e nas metas que pretendemos que eles atinjam.

Quando prometemos qualquer coisa a um hiperactivo, temos que cumprir e temos que o fazer exactamente da forma como nos comprometemos perante elas.

Não podemos fazer promessas dependentes de variáveis que não dependem da criança (por exemplo " se não chover você poderá fazer..." ou "se eu tiver dinheiro eu dar-te-ei..."). O mais correcto será não prometer e dar ou fazer apenas quando for possível.

Jamais devemos considerar como uma afronta, desrespeito ou desafio o facto da criança enfrentar, discutir e argumentar com adultos. Estas reacções não constituem uma afronta e sim uma característica de sua condição.

Não devemos exigir dos pais destas crianças atitudes drásticas em relação a um comportamento inadequado. Claro que as pessoas não gostam de certas atitudes, no entanto, devemos ser tolerantes, compreensivos e positivos pois só se assim procedermos estaremos a tomar uma atitude construtiva.

Finalmente, o sucesso da criança hiperactiva depende de todos os membros da família e cada um deve dar sua contribuição. Isto significa que devemos fazer as coisa de forma concreta e objectiva para que a criança entenda, pois só assim ela conseguirá, gradualmente, ultrapassar as suas dificuldades.


Fonte: APCH - Associação Portuguesa de Crianças Hiperactivas

publicado por Cristina_Pimentel às 00:19

link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito

Novo Plano Nacional de Vacinação

O PNV é da responsabilidade do Ministério da Saúde e integra as vacinas consideradas mais importantes para defender a saúde da população portuguesa.

As vacinas que fazem parte do PNV podem ser alteradas de um ano para o outro, em função da adaptação do Programa às necessidades da população, nomeadamente pela integração de novas vacinas.

Quais são as vacinas que fazem parte do Programa Nacional de Vacinação em 2006?

Para saber mais, consulte:

Direcção-Geral da Saúde - Programa Nacional de Vacinação

Idade Vacinas e respectivas doenças
Recém-nascido BCG (Tuberculose)
VHB – 1.ª dose (Hepatite B)
Aos 2 meses DTPa – 1.ª dose (Difteria, Tétano, Tosse Convulsa)
VIP – 1.ª dose (Poliomielite)
VHB – 2.ª dose (Hepatite B)
Hib – 1.ª dose (doenças causadas por Haemophilus influenzae tipo b)
Aos 3 meses MenC - 1ª dose (meningites e septicemias causadas pela bactéria meningococo)
Aos 4 meses DTPa – 2.ª dose (Difteria, Tétano, Tosse Convulsa)
VIP – 2.ª dose (Poliomielite)
Hib – 2.ª dose (doenças causadas por Haemophilus influenzae tipo b)
Aos 5 meses MenC - 2ª dose (meningites e septicemias causadas pela bactéria meningococo)
Aos 6 meses DTPa – 3.ª dose (Difteria, Tétano, Tosse Convulsa)
VIP – 3.ª dose (Poliomielite)
VHB – 3.ª dose (Hepatite B)
Hib – 3.ª dose (doenças causadas por Haemophilus influenzae tipo b) 
Aos 15 meses VASPR – 1.ª dose (Sarampo, Parotidite, Rubéola)
MenC - 3ª dose (meningites e septicemias causadas pela bactéria meningococo)
Aos 18 meses DTPa – 4.ª dose (Difteria, Tétano, Tosse Convulsa)
Hib – 4.ª dose (doenças causadas por Haemophilus influenzae tipo b)
Dos 5 aos 6 anos DTPa – 5.ª dose (Difteria, Tétano, Tosse Convulsa)
VIP – 4.ª dose (Poliomielite)
VASPR – 2.ª dose (Sarampo, Parotidite, Rubéola) - Nos nascidos em 1993, esta dose da VASPR deverá ser tomada aos 13 anos de idade
Dos 10 aos 13 anos Td – 1.ª dose (Tétano, Difteria – dose reduzida)
VHB – 3.ª dose (Hepatite B) - aplicável aos nascidos antes de 1999 e ainda não vacinadas
De 10 em 10 anos Td – doses seguintes (Tétano, Difteria – dose (toda a vida) reduzida)
publicado por Cristina_Pimentel às 00:09

link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
Quinta-feira, 29 de Junho de 2006

Quem somos, e qual o objectivo deste Webblog??

Somos um grupo de estudantes de Enfermagem, do 3º ano, do curso de Licenciatura de Enfermagem, que se encontra em Ensino Clínico de Saúde Infantil e Pediatria, e por encontrarmos bastante lacunas na sociedade em relação à saúde da Criança, achamos importante realizar este Webblog!

Por acharmos que o papel do enfermeiro assenta cada vez mais na Promoção da Saúde e Prevenção da Doença, e este ter um papel activo na sociedade, funcionando como educadores, achamos pertinente e bastante importante contrinuir para a Educação de Pais e Educadores na área da Saúde! Tentaremos focar todas as especificidades da Criança, contribuindo assim para um alargamento de conhecimentos por parte de toda a população, e consequentemente melhorar a qualidade de vida das Crianças!

 

publicado por Cristina_Pimentel às 23:39

link do post | comentar | favorito